Paulinho Moska /

Tudo Que Viveu e Morreu

Às vezes pareço gostar
Das coisas que você detesta
Mas não precisa me matar
Toda vez que achar que está certa
Se jogo minhas ondas de mar
No incêndio da sua floresta
É para poder entrar
Quando a porta não estiver aberta
A corda bamba estourou
E despencou para o lado mais forte
E se me afogo na dor
É para cicatrizar nosso corte

Definitivamente não sou
O homem que vai sorrir
Depois que você se for
O homem que vai mentir
Sobre tudo que viveu
No nosso AMOR

Você poderia até tentar
Dizer as frases que eu já sei de cor
Mas meus olhos de nuvens pesadas,
Surdos de tanto silêncio
Estão comendo pedra, chorando pó,
Bebendo vento, andando só
Palavras têm gosto de nada
Mas se você nem quer saber o que eu penso
Quem vai poder entender
Meu mundo de duplo sentido?
Qual desses homens sou eu...
Refletido no espelho partido?